Journey – A Jornada

Bem.. como eu começo este post? Já estou a algum tempo tentando descrever de forma simples a experiência do jogo para PlayStation 3 “Journey”, lançado no ano passado, e não encontro uma forma. “Jogue!” É o melhor que posso lhes dizer.

Vamos fazer então como no jogo: tudo começa com uma figura humanoide, envolta em um robe vermelho, sem nome, história ou características previamente explicadas, sozinho em um vasto deserto, que avista a distância uma montanha.

Simples.

Sem instrução alguma (nenhum texto, NENHUM, em TODO o jogo) instintivamente você sabe o objetivo de sua jornada: alcançar o cume daquele distante monte, descobrir o que existe lá em cima. E este conceito, tão amplo e de fácil apropriação em qualquer cultura ou pelo contexto de cada jogador, vai se desenhando nas interações e na jogabilidade, na ambientação e clima criados pela arte e trilha sonora do jogo. Um jogo sobre um conceito. Um jogo que pela extrema simplicidade, permite que cada jogador se reconheça na jornada do personagem.

Sutil.

Uma das “lições” que se pode aprender nesta jornada se revela numa interação bastante sutil. Durante a história o jogador pode encontrar outros personagens (outros jogadores) na mesma jornada, e escolher unir forças ou não para chegar ao final. Juntos os jogadores podem um recarregar a energia do outro, uma característica que muda completamente a jogabilidade e “ensina” uma parte crucial da “lição” a que me referi.

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Além desta interação, várias experiências desenhadas durante a jornada refletem situações de superação de obstáculos, busca por objetivos, descobertas marcantes pelo caminho. Todas envoltas em visual e música que comunicam emoções universais, da solidão e do desamparo até a conquista e o júbilo. Ok, me empolguei aqui, admito.

Original?

Devo ter levado umas duas ou três horas para concluir a jornada. Algo como o tempo de um longa metragem. E fiquei extremamente impressionado com o poder da história, do conceito e deste sentimento de se reconhecer em um jogo. É uma jornada visual, sonora, sensorial. Não acho que a palavra seja original, mas sim atual. Este é um jogo que tem um pouco de várias coisas que me inspiram nos dias de hoje: linguagem estritamente visual (Instagram, Vine, Interfaces e afins), histórias universais (a famosa “Jornada do Herói” é a ponta do iceberg de uma série de histórias e conhecimentos globais) e o poder da jornada (traçar grandes objetivos, a aprendizagem pelo caminho, as descobertas e experiências práticas vividas, e a visualização de futuros possíveis).

Um jogo que recomendo para quem gosta de games e principalmente para quem não gosta.

Bônus

Caso se interesse, neste link (Complete Soundtrack: http://www.youtube.com/watch?v=M3hFN8UrBPw) você escuta a trilha sonora completa, composta pelo genial Austin Wintory. Pode também comprá-la aqui no iTunes (https://itunes.apple.com/us/album/journey-original-soundtrack/id511359368?ign-mpt=uo%3D4).

Até a próxima.

–x–

The Journey

Well, how Can I start this post? I´ve been trying for a while to describe in a simple way the experience of the game for PlayStation 2 ¨Jorney¨, released last year, and I can’t find a way. ¨Play it!¨. It’s the best that I can say.
So let’s do Just like in the game: everything starts with a humanoid figure, wrapped in a red robe, no name, story or features previously explained, alone in a vast desert, whom sees in a distance a mountain.

Simple

Without any instruction ( no text, not at all, through the whole game) instinctively you know your journey goal: to reach the summit of that far away hill, and find out what is up there. This concept, so broad and easy to appropriation in any culture or by the context of each player, starts to designing trough the interactions and the gameplay, in the ambiance and the atmosphere created by the art and the soundtrack of the game. A game about concept. A game by extreme simplicity, allow each player to recognize yourself during the journey of the character.

Subtle

One of the ¨lessons¨ that can be learn on this journey unfolds in a subtle interaction. During the story the player can find others characters (others players) on the same journey, and choose to join forces or not to reach the end. Together the players can recharge their energy into one another, a feature that changes completely the gameplay and ¨teach¨ a part of the crucial ¨lesson ¨that a referred to.

Besides this interaction, several experiences designed during the journey reflect situations of overcoming obstacles, searching for goals, striking discoveries allong the way. All wrapped in visual and music that communicated the universal emotions, of loneliness and of helplessness to the elation and achievement. Fine, I got carried away here, I admit.

Original

I must had taken about two or three hours to accomplish the journey. It´s something as the time of a movie. And I was extremely impressed with the power of the story, of the concept and of this feeling of recognize yourself in a game. It’s a visual journey audible and sensory. I don’t think that the word is ¨original¨, but actually current. This is a game that has a little bit of lots of things that inspire me nowadays: strictly visual language (Instagram, Vine, Interfaces and others), universal stories ( the famous ¨Journey of the Hero¨ it’s the tip of the iceberg of a series of stories and global knowledge) the power of the journey ( drawing big goals, the learning through the way, the discoveries and the practical experiences lived, and the visualization of possible futures).

A game that I recommend to who likes games and mostly to who doesn’t.

Bonus

In case you get interest, in this link (Complete Soundtrack: http://www.youtube.com/watch?v=M3hFN8UrBPw) you can listen to the entire sound track, composed by the genial Austin Wintory. You can also buy it here on Itunes (https://itunes.apple.com/us/album/journey-original-soundtrack/id511359368?ign-mpt=uo%3D4).

See you next!